Pergunta que não quer calar: Cadê o dinheiro que estava aqui?

Ou o prefeito toma medidas duras ou vai continuar amargando a pecha de que atrasou salários também.

 

A pergunta que não quer calar?
A pergunta que não quer calar?

Após o desastre administrativo e financeiro anunciado semana passada pelo prefeito Luciano Leitoa com o pagamento de metade dos salários dos servidores públicos municipais, toma conta de todas as rodas de discussões uma interrogação: Para onde está indo os milhões de reais destinados ao município de Timon?

Essa pergunta que não quer calar vem como reflexo dos discursos do prefeito Luciano Leitoa, que durante todo o período que geriu o município de Timon e na campanha de sua reeleição disse estar cortando gastos, despesas e pagando somente o necessário e prioritário para não incorrer nos erros de seus antecessores, que segundo ele, não tinham o controle da gestão e por isso atrasaram salários dos servidores, uma pecha que ninguém quer levar como gestor público.

Mas Luciano Leitoa seguramente levará isso para seu currículo político e de gestor, mesmo que seja somente a metade dos salários, pois são famílias e agregados que deixam de receber seus salários completos e em dia e passam a sofrer privações.

Quem é o bodegueiro que fica contente com o recebimento da metade conta?

Os servidores enquadrados nessa medida de recebimento dos salários pelos 15 dias trabalhados, mesmo tendo trabalhado 30 dias, têm contas para pagar em cartões de crédito, do supermercado, em primeiro lugar e de outras despesas também necessárias. Quem receber a metade, nesses casos, terá que pagar somente a metade de suas contas e rolar o débito para os meses subsequentes e transformar a dívida numa bola de neve impagável. Existem vários casos assim e do conhecimento de todos.

Quanto ao pagador, se ele não conseguir pagar a dívida da metade dos salários devidos e mesmo assim demitir parte desses que só receberam meio salário a consequência disso são ações na justiça em busca do recebimento do que lhe é devido, isso nenhum magistrado irá negar-lhes do direito de receber.

Quanto ao prefeito, resta a ele a decisão de medidas duras, acabar com esse protecionismo de empresas com ligações parentescas a ele fazendo pequenas obras e serviços na prefeitura por um custo político, administrativo e financeiro altos demais.

Enquanto as medidas não forem tomadas, vai ficar sempre a pergunta que não quer calar: Cadê o dinheiro que estava aqui?