Festival de Inverno atrai 25 mil pessoas no sábado e aquece comércio em Pedro II

Na cidade, os turistas são atraídos pelo paladar, criatividade e novidades produzidas pelos próprios comerciantes

Restaurantes de comidas típicas e variadas, stands de vestuário e lojas de opala são as grandes atrações comerciais da 14ª edição do Festival de Inverno de Pedro II. Na cidade, os turistas são atraídos pelo paladar, criatividade e novidades produzidas pelos próprios comerciantes pedrossegudesens.

De Teresina, a empresária Francisca Martins Mendes, criou a marca Choco Bis, onde vende para escolas, comércios e outros estabelecimentos. A empresária que comercializa doces, pães, brownies e biscoitos amanteigados afirma que as vendas no Festival sempre são ótimas e rende muito lucro. “Estou vendendo muito aqui. Meus produtos fazem muito sucesso”, garante.

Já o empresário parnaibano Jackson da Costa e Silva que está lançando uma linha de semijoias em cerâmica esmaltada declara que o Festival movimenta a economia não só para quem expõe como também para os comerciantes locais. “O Festival aquece a economia local. Pois, aqui tem muita gente que aluga casas nesse período, os supermercados também vendem bastante. Além disso, existem outros estabelecimentos que lucram aqui”, disse o empresário.

As peças vendidas por Jackson são produzidas por seu tio, que é artista plástico de Pedro II, Jackson Cristiano. “Ele é um artista muito abrangente, porque faz pinturas e peças em madeira e cerâmica. E foi ele quem incentivou bastante não só a mim, mas toda a família a gostar de arte. Então, a gente ficou muito feliz quando ele resolveu trazer a sua arte para Pedro II. Assim, decidi vestir a camisa e vi para cá concretizar esse sonho dele”.

Opala: riqueza de Pedro II

O município de Pedro II concentra quase 100% da produção de joias artesanais de opala em todo o Estado, sendo a sua principal atividade econômica. Durante o Festival de Inverno, a opala ganha ainda mais notoriedade. Segundo o Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas do Piauí (Sebrae-PI), o evento é uma forma de apresentar as peças feitas por joalheiros locais e deles faturarem mais.  

O empresário José Cícero conta que tem um estabelecimento no setor há mais de 10 anos na cidade. “Há oito anos participamos do Festival. E a cada edição aumenta a nossa expectativa de vendas. E nunca o Festival decepcionou quanto a isso. Pois, ele é uma excelente vitrine para apresentar e vender as peças”, afirma.

Na cidade, o negócio de opalas é tradicionalmente passado de geração a geração. A empresária Dávia Rubens conta que montou uma loja no setor, juntamente com seu esposo, que aprendeu a refinar e produzir joias artesanais com o pai. “Estamos há seis anos com essa loja, porque já faz parte do histórico da família trabalhar com opalas. E a gente só seguiu os pais do meu sogro”, disse.

A empresária acrescenta que durante o Festival, o estabelecimento consegue superar as vendas em comparação aos outros meses do ano. “Chegamos a ter uma média de lucro de 30% a mais durante os quatro dias de evento”.

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