O valor da liberdade

“O conformismo é carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento” John F. Kennedy.

A pessoa humana, naturalmente, é levada a utilizar-se da imaginação e genialidade para gerar pensamentos e habilidades para prover a sua existência e nortear a sua vida. O cérebro é massa encefálica que em intrincada composição promana a inteligência e a criatividade que dota a espécie humana da cognição.

Assim constituído, o ser humano tem a peculiaridade de, diante das transformações intrínsecas à existência, manifestar-se de acordo com o que lhe convém, no que tange ao seu bem-estar e ao da família, do grupo ou da sociedade.

Nessa escalada de valores, comportamentos, idiossincrasias, o homem vai absorvendo e se adaptando às mudanças e aos novos conceitos inoculados na organicidade, ou seja, no tecido social, por ser protagonista das realizações implementadas.

Na ciclotimia da vida, deve-se participar ativamente do que é possível ser melhor para todos. Em agindo assim, não há lugar para o conformismo, que é nada mais nada menos do que a atitude ou tendência de se aceitar uma situação incômoda ou desfavorável sem questionamento nem luta.

Tal passividade e resignação funcionam como o ponto morto do ser humano que, enfrentando situação adversa ao seu existir, é tolhido, por si próprio ou por outrem, de buscar as saídas ou as alternativas de melhorar o próprio ambiente em que vive.

A liberdade é a mola propulsora das transformações humanas. E o conformismo, entre tantos outros estorvos da liberdade, como filosoficamente ensinou o estadista norte-americano John Kennedy, é um dos aprisionadores da liberdade, que significa o argolamento político-econômico-social-cultural da evolução humana.

Isso reflete em sérias consequências no crescimento dos povos, dos países, das nações. Não existe crescimento, progresso, desenvolvimento, sem o conjunto das iniciativas pessoais inter-relacionadas com as coletivas que deságuam na elaboração e projeção de ideias, pensamentos, valores, habilidades, práticas, artes, ciências, que avançam a coletividade por meio do impulsionamento do livre-arbítrio.

Dito dessa forma, como genialmente definiu o político Kennedy, que comandou a maior potência mundial, os Estados Unidos da América, sem liberdade para gerar crescimento não suscitará nos povos o ideal de libertação através da ação das suas próprias potencialidades que será sempre idealizada no exercício pleno da liberdade. A frase acima foi dita por quem foi ambientado num País que criou a democracia moderna, tem como símbolo maior a Estátua da Liberdade e possui a hegemonia econômica exatamente por todos serem livres para usar a sua inventividade.