O Plano C

Se depender de Wellington, Regina é só o Plano C
Se depender de Wellington, Regina é só o Plano C

É fato que senadora Regina Sousa conta com o apoio da grande maioria do PT para ter seu nome incluído na chapa majoritária como candidata a uma das vagas de senador nas eleições de 2018 pela aliança governista. Embora o partido resista em abrir mão da vaga conquistada em 2010 com a eleição do próprio Dias, o governador tem evitado até o momento discutir o assunto dentro do partido, porque seria contraproducente fechar questão antecipadamente e criar uma situação de desconforto com os aliados.

O que de real existe é que o governador Wellington Dias quer deixar seu partido fora da chapa de senador. Dias não esconde em privado que quer vencer as eleições com a chapa completa. Um detalhe quase passou despercebido durante o jantar de adesão que o PT realizou no sábado (02) em favor do ex-presidente Lula no clube da Caixa Econômica. Quando a massa petista gritava o nome de Regina senadora em 2018, Dias tirou o microfone da mão dela de maneira no palanque, mudou a conversa e o coro cessou.

Entende-se a atitude do governador como um gesto de censura sobre o assunto porque não é o momento. Regina não é boba e sabe que se depender de seu velho companheiro de sindicato dos bancários e de partido ela não é a preferida dele para ocupar o lugar na chapa majoritária. Como a amizade dos dois supera qualquer projeto pessoal dele, Regina não reage e se mantém impassível, preferindo adotar outra tática para provar ao partido e ao governador que sua candidatura é viável.

A preferência de Wellington Dias para uma das vagas de senador é por dois nomes, que ele prefere não declinar de público. São eles o deputado Marcelo Castro (PMDB) e o empresário e ex-senador João Vicente. É claro que pode ser até os dois ocupando as duas vagas desde que a candidatura do senador Ciro Nogueira seja ameaçada pelo processo que corre contra ele no Supremo Tribunal Federal em razão do desgaste de sua imagem causando-lhe uma grande dose de rejeição. Fora isso, a vaga é dele.

No caso de Marcelo Castro, o desejo do governador esbarra na vontade do deputado e presidente da Assembléia Themístocles Filho (PMDB) de sair candidato a vice-governador de Wellington Dias. Como a cessão de duas vagas na chapa majoritária para um único partido enfrentará forte resistência de aliados e do próprio PT, Castro, mesmo que a vontade seja no corpo todo, não vai brigar para ser candidato a senador. O problema com a segunda vaga cresce de tamanho quando João Vicente diz que quer ser candidato pela oposição. É nesta dificuldade de resolver o problema que Regina espera ser a solução, o plano C.