Controle fiscal passa necessariamente a ser uma tarefa de todos

Todos os dias se vêem falar de refis, subsídios, desoneração, anistia, déficit, nomes comuns na agenda financeira do país. Estes temas se tornaram transparentes ao censo comum, à medida que se sabe há um trabalho didático incansável da equipe econômica para mostrar com clareza de números capazes de superar esta crise, crescer, em meio aos desafios do momento, até então, nunca visto, desde que se trate o país como empresa. É preciso visar lucros. O Brasil é potencialmente forte em abastecimento, produção industrial e comércio, mas o controle fiscal não acompanhou, por muitos anos, o crescimento econômico transparente.

A transparência não é mais uma coisa do outro mundo. O que é arrecadado é registrado. Os números da gestão pública são questionados e mostrados diariamente aos olhos de todos os brasileiros. Os fatos da gestão pública estão a mostrar com clarividência  que a construção de obras públicas deve ocorrer com os suportes necessários de garantia de inaugurações e que não basta erguer um prédio, é preciso ocupá-lo, geri-lo, mantê-lo sob a égide da responsabilidade social, econômica e fiscal.

 O senso comum fala claramente que faltou planejamento quando se iniciaram a construção de várias obras como UPAs, creches e numerosos conjuntos habitacionais. A lição que se tira dessa falta de planejamento é a de que na gestão pública tudo deve ser previa e moderadamente executado. O funcionamento regular de uma UPA, tanto quanto de outras quaisquer obras públicas necessita de infraestrutura como funcionários qualificados, equipamentos, manutenção, remuneração de pessoal, saneamento, iluminação, segurança, assim como a satisfação dos que destes bens públicos se beneficiam.

O Brasil daqui pra frente precisa ter perseverança e equilíbrio na busca de freqüente superávit sob o ponto de vista da arrecadação, da produção, da exportação, cujos efeitos fiscais sejam parceiros do crescimento econômico. Depois desta crise, não há mais espaços para se insistir em falta de controle com tanta divulgação permanente e transparente da busca de contenção de gastos públicos. É preciso parar de gastar excessivamente, além da manutenção da máquina e dos investimentos convenientes, até que se saia desta crise. Superávit e folga na arrecadação não sirvam daqui pra frente jamais de pretexto para concessões de mais empréstimos públicos. Anuências compartilhadas de gestores para concessões de mais empréstimos num momento de crise econômica só agrava a situação. É preciso pensar no futuro financeiro dos estados e do país. Especialistas em economia alertam que se persistir o controle fiscal de forma correta como se segue em pouco tempo o país voltará a crescer. O Brasil é forte e tem tudo para vencer esta crise. O controle fiscal é uma tarefa de todos.