Até segunda, legisltivo e judiciário devem ser atingidos pela 'lista2' de Janot

A nova "lista do Janot" deve ser mais extensa do que a primeira, apresentada em março de 2015. Estima-se que os delatores da Odebrecht tenham mencionado algo em torno de 200 políticos com e sem mandato atualmente.

 

A temida lista do Procurador-Geral da Republica, Rodrigo Janot, com os novos pedidos de inquérito baseados nas delações de 77 executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht, devem chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) até a próxima segunda-feira, 13.

Junto com parte dos pedidos, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderá pedir o fim do sigilo sobre as delações, gravadas em vídeo. Outra parte ainda poderá continuar em segredo, se houver risco para as investigações futuras.

No Supremo Tribunal Federal uma grande operação esta montada contra vazamentos da lista e do material (imagens e vídeos) referentes as delações da Odebrecht. Mas, circula nos bastidores que a mega-operação não garante o que se pode vazar no trajeto entre a Procuradoria Geral da Republica e o Supremo Tribunal Federal.

Somente parte do material ficará no Supremo Tribunal Federal – aquela que eventualmente se referir a ministros e parlamentares, que, devido à prerrogativa de foro por função (o chamado foro privilegiado), só podem ser processados no STF.

Uma outra parte será enviada a vários outros tribunais. Se houver trechos relativos a governadores, por exemplo, estes vão para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Tribunais de Justiça estaduais (TJs) ou tribunais regionais federais (TRFs) receberão eventuais revelações sobre prefeitos e deputados estaduais. 

Nem todas as declarações dos executivos e ex-executivos da Odebrecht se relacionam à Petrobras. Por isso, parte do material será enviado para outros juízes, além de Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal, em Curitiba, assim como para outros ministros do STF que não Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF

Segundo colunista do Jornal o Globo, a nova lista vem com pedidos de abertura de inquéritos de investigação contra no mínimo 6 governadores. No Rio de Janeiro, pode atingir o legislativo e o judiciário do Estado. Além dos deputados federais e senadores. 

A nova "lista do Janot" deve ser mais extensa do que a primeira, apresentada em março de 2015. Estima-se que os delatores da Odebrecht tenham mencionado algo em torno de 200 políticos com e sem mandato atualmente.