Funcionários da Embrapa estão sem reposição salarial há dois anos

A próxima reunião acontece dia 23 de maio em Brasília sobre nova proposta da Embrapa

Sem reposição salarial há dois anos e ameaçados com uma proposta que altera o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), os funcionários da Embrapa em todo o Brasil estão negociando uma decisão decente para ambos os lados. Adriana Mello, presidente do Sinpaf - Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário, esteve nas discussões em Brasília e fala sobre a negociação.

“Não estamos nem pedindo reajuste, apenas nossa reposição, mas tá tudo muito difícil, não vamos desistir e exigimos garantia pro nosso ACT e plano de saúde” , disse.

O acordo coletivo já está no dissídio e vai ser julgado pelo TRT- Tribunal Regional do Trabalho. O Sinpaf nacional também está cobrando da Embrapa, garantias pro ACT 2018-2019.

“Segundo o discurso da Embrapa, a cada 1 real investido na empresa, 11 reais retornam em lucro social para o povo brasileiro, então, não entendo tanta demora”, disse José Ribamar, diretor de Formação Sindical do Sinpaf-Piauí.

A próxima reunião acontece dia 23 de maio em Brasília sobre nova proposta da Embrapa e dia 11 de junho é o resultado do ACT. O Sinpaf já disse que não aceita proposta da Embrapa que o altere.

O sindicato também exige a necessidade de atenção do presidente da Embrapa, Maurício Lopes e da diretora de gestão, Lúcia Gatto. A empresa até agora, não encaminhou nenhum dirigente para a mesa de negociação.